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segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

SISU 2016



E chegou o dia do resultado.  Por 0,82 eu não passei em Medicina na primeira chamada, mesmo assim estou confiante que serei chamada na segunda, pois dou a 14ª colocada de 13 vagas. 

Esse momento me fez refletir sobre tantas coisas. Sobre os cursos que já fiz, os amigos que estão na faculdade, os que não entraram, sobre o futuro e sobre o passado. Acho que quando eu for me matricular o servidor vai me chamar de "parça". Enfim, essa sou eu escrevendo minha história. 

Há um tempo atrás eu reclamava que eu não havia feito nada da vida, e dizia também que havia ficado esperando ela passar pelos meus olhos. E isso não era mentira! Mas agora eu tenho algumas histórias para contar para os meus netos - muito nerds por sinal, mas são minhas. Agora o plano é me matricular em Civil e esperar a segunda chamada de Medicina. Enquanto espero tenho que recolher a documentação, malhar e estudar para chegar na faculdade como "a patroa". 

Devaneios a parte, essa é a hora de agradecer aos meus amigos e a família que sempre me apoiaram. Agradecer a Deus por ter me dado forças para continuar em todos os momentos em que eu pensei que desistir seria a solução. Agradecer por ter a cabeça no lugar também se faz fundamental nesse momento, pois por mais que meu coração não tenha acelerado com Civil, eu sei que isso é um feito muito grande. Cresci ouvindo que não haviam cadeiras para todo mundo na Universidade. Assim, de uma forma ou de outra eu fico feliz por fazer parte da população que tem oportunidade para estudar. Tudo isso graças ao esforço dos meus pais e ao meu também!  

Hoje é um dia para celebrar o que está por vir...

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Diário medbulanda

Oi. Quanto tempo...

Andei bem afastada daqui, mas me mantive estudando e é o que importa. Muita coisa aconteceu desde a última postagem. Eu já defendi meu TCC, já apresentei empreendimentos, já comecei na faculdade de engenharia e continuo com o foco no ENEM 2016 para ser a caloura de medicina 2016.1 também. 

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Eu sei o que fazer.

Não. Eu não sei o que fazer. Engraçado que quando eu quero fazer algo e tenho a obrigação de fazer tantas outras coisas o meu cérebro parece que entra em looping. Hoje é dia 30 de janeiro de 2015 e há poucos meses eu decidi que quero fazer medicina. Quero ser médica. Quero ajudar as pessoas a terem esperança nos piores e melhores momentos da vida. Quero cuidar da minha família. Quero mudar a minha postura passiva frente aos piores momentos que eu, os que amo e os meus futuros pacientes possam passar. Quero ter estabilidade. Quero me sentir completa. Quero olhar para o futuro e saber que há mais portas abertas do que fechadas. E quero tudo isso porque acredito que sou capaz de fazê-lo.

Tem sido difícil desde que o resultado do ENEM 2014 saiu. Eu não passei em nada. Nada. Tentei engenharia ambiental e geologia, isso porque eu não tinha chances em Medicina, já que no primeiro dia eu era 113ª; depois fui a 93ª e para perder totalmente as esperanças fui a 116ª. Pense em um balde de água fria. Pensou? Agora pense em uma pessoa jogando um balde de água fria em um filhote de pug dormindo. Triste não é? Pois, foi assim que eu me senti.  Desde então tenho reunido forças e me mostrado forte e centrada nos estudos. Biologia (ecologia) não foi um trabalho tão rigoroso mais quando eu penso na quantidade de matéria pendente, no pouco tempo que tenho por dia; no TCC; no IFBA e no curso de contabilidade eu sinto que estou caindo, como em um sonho em que você só tem vontade de acordar e perceber que era apenas um sonho. Mas eu não acordo. 

Preciso abrir minha mente, buscar forças, viver um dia por vez e fazer com que ele valha a pena. Preciso abraçar meus amigos e dar boa noite aos meus pais. Preciso ser mais simpática com meu irmão. Preciso ignorar a carência inconsciente. Preciso levantar e arrumar meu quarto. Preciso cuidar para não engordar. Preciso desligar a história e ouvir só a música. Preciso ler mais. Preciso ser mais crítica. Preciso ver jornal. Preciso dormir. Preciso me manter arrumadinha. Preciso... de um rivotril e uma ritalina, com duas pedras de gelo, por favor! Não que eu tenha chegado a esse ponto, ou que esteja perto disso, mas as vezes é difícil silenciar a própria voz, o que faz as medidas de se manter sedado mais fáceis. Divagações a parte, preciso achar meu equilíbrio.

Escrever esse texto não resolveu meus problemas. Meu quarto continua um caos: meus livros continuam jogados e minha roupa suja em baixo da cama. Meu banheiro continua com a lâmpada queimada e o chuveiro com o “pinga, pinga” constante. Meu livro continua na cabeceira ao invés de estar nas minhas mãos... Mas o nó na garganta, aquele famoso nó que me cala quando eu preciso falar, deu lugar a um pouco mais coragem e inspiração para acordar amanhã e fazer com que as coisas sejam diferentes.

Eu sou um organismo rico em matéria orgânica e energia potencial, não só para cumprir meu papel na biosfera, mas para levantar cedo e arrumar esse quarto; produzir algo para o TCC; organizar as atividades do IFBA, escrever uma redação e ler mais alguns capítulos do meu livro.

O caminho que irá me levar ao sonho da medicina (que é apenas a abertura da porta para os meus outros sonhos) é a mudança de hábitos; é a coragem oportuna; é o “fazer diferente”... Então, agora eu vou ler um capítulo do meu livro e desejar que amanhã eu possa dizer antes de dormir que o dia valeu a pena.  


CARPE DIEM, dormir com a sensação de dever cumprido e não com a ansiedade e angústia do dia perdido.