quarta-feira, 16 de setembro de 2015

[Redação ENEM] A saga dos refugiados: o caminho entre a fuga e a xenofobia.

Correção: 960 (ver aqui)
Espirito de fraternidade

Um menino sírio morto à beira mar: essa imagem chocou o mundo e demostrou a ânsia dos refugiados em sair de seus países de origem, mesmo que esse ato coloque suas vidas em perigo. Além da fuga das regiões marcadas pelos conflitos armados e pela suspensão dos direitos, outra problemática está presente no destino dos imigrantes: o preconceito. Assim, garantir os direitos humanos e a inclusão dos refugiados: eis um desafio aos seus países de destino.


É necessário considerar, antes de tudo, os motivos das migrações. Um refugiado é o indivíduo que é obrigado a sair de sua terra natal, devido a violação dos seus direitos, para buscar proteção em outro país. Dessa forma, o grande fluxo migratório que está ocorrendo, ao longo do ano de 2015, é fruto de conflitos armados, como na Síria, e da difusão de grupos fundamentalistas islâmicos na região do norte da África e do Oriente Médio. Logo os refugiados buscam com urgência um lugar no qual seus direitos sejam respeitados e devido à proximidade geográfica procuram, em maioria, os países da Europa.

Convém analisar, também, a dimensão do preconceito e a necessidade de superá-lo. Alguns extremistas europeus – como os que construíram cercas de arame farpado na Hungria para impedir a passagem de imigrantes – alegam que a conjuntura de crise econômica mundial e o medo do terrorismo (como no caso “Charlie Hebdo”) são os motivos para a aversão aos refugiados – que em maioria são islâmicos. Contudo, segundo a Declaração dos Direitos Humanos: “Os homens dotados de razão e consciência devem agir uns para com os outros em espirito de fraternidade”. Dessa feita, a xenofobia e a omissão de ajuda aos refugiados agrava ainda mais o desrespeito aos direitos humanos sofrido pelos imigrantes.

Fica evidente, portanto, que a luta pelos direitos e a inclusão dos imigrantes devem ser defendidas pelos seus novos países de destino, buscando, inclusive, que o preconceito não seja disseminado. Para que isso ocorra, a curto prazo, será necessário que os países que defendem os direitos humanos, sobretudo os da União Europeia, estabeleçam cotas de absorção de refugiados. Também será de fundamental importância, a longo prazo, que os Estados, juntamente com a mídia, promovam campanhas de conscientização da população, a fim de combater o preconceito. Assim sendo, a Declaração dos Direitos Humanos estará mais presente na realidade.   

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