Tema: Projeto Redação
Correção: 960 (ver aqui)
Espirito de fraternidade
Um menino sírio morto à beira
mar: essa imagem chocou o mundo e demostrou a ânsia dos refugiados em sair de
seus países de origem, mesmo que esse ato coloque suas vidas em perigo. Além da
fuga das regiões marcadas pelos conflitos armados e pela suspensão dos
direitos, outra problemática está presente no destino dos imigrantes: o
preconceito. Assim, garantir os direitos humanos e a inclusão dos refugiados:
eis um desafio aos seus países de destino.
É necessário considerar, antes de
tudo, os motivos das migrações. Um refugiado é o indivíduo que é obrigado a
sair de sua terra natal, devido a violação dos seus direitos, para buscar
proteção em outro país. Dessa forma, o grande fluxo migratório que está ocorrendo,
ao longo do ano de 2015, é fruto de conflitos armados, como na Síria, e da
difusão de grupos fundamentalistas islâmicos na região do norte da África e do
Oriente Médio. Logo os refugiados buscam com urgência um lugar no qual seus
direitos sejam respeitados e devido à proximidade geográfica procuram, em
maioria, os países da Europa.
Convém analisar, também, a dimensão
do preconceito e a necessidade de superá-lo. Alguns extremistas europeus – como
os que construíram cercas de arame farpado na Hungria para impedir a passagem
de imigrantes – alegam que a conjuntura de crise econômica mundial e o medo do
terrorismo (como no caso “Charlie Hebdo”) são os motivos para a aversão aos
refugiados – que em maioria são islâmicos. Contudo, segundo a Declaração dos
Direitos Humanos: “Os homens dotados de razão e consciência devem agir uns para
com os outros em espirito de fraternidade”. Dessa feita, a xenofobia e a
omissão de ajuda aos refugiados agrava ainda mais o desrespeito aos direitos humanos
sofrido pelos imigrantes.
Fica evidente, portanto, que a
luta pelos direitos e a inclusão dos imigrantes devem ser defendidas pelos seus
novos países de destino, buscando, inclusive, que o preconceito não seja
disseminado. Para que isso ocorra, a curto prazo, será necessário que os países
que defendem os direitos humanos, sobretudo os da União Europeia, estabeleçam cotas
de absorção de refugiados. Também será de fundamental importância, a longo
prazo, que os Estados, juntamente com a mídia, promovam campanhas de
conscientização da população, a fim de combater o preconceito. Assim sendo, a
Declaração dos Direitos Humanos estará mais presente na realidade.
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